O sopro das mídias sociais
Veja o meu artigo de domingo (18/03/12) do Jornal A Critica, clicando abaixo:
http://acritica.uol.com.br/blogs/blog_do_oshiro/sopro-midias-sociais_7_666003397.html
Lucros Ruins
Lucros ruins são os ganhos que a empresa tem, mas que gera o descontentamento do cliente, a ponto dele se tornar um detrator dessa organização ou serviço.
Do conceito “Esse filme eu já vi ou já fui protagonista”, relato abaixo uma experiência que exemplifica claramente o que estou vivenciando em um Hotel em Fortaleza, chamado: Aquaville Resort. Fica em Porto das Dunas, a 600 metros do conhecido Beach Park.
Para você utilizar a academia é necessário pagar R$ 15,00 por dia. Para você emprestar a rede para colocar na varanda, você paga mais R$ 15,00 pela estada. Acredito que seja a lei dos R$ 15,00…
Esse lucro que o Hotel ganha, causa uma grande sensação de perda e insatisfação ao hóspede. E tem mais: Para pegar as toalhas de praia é necessário sempre andar quase mil metros até a recepção. Ainda bem que o Aquaville não cobra pelo km andado…
Não aconselho o referido hotel, que lança um conceito contrário do “All Inclusive”, ou seja, “Pay and use”. Uma frustração para o cliente que já paga a diária.
Novo Blog!
A partir do dia 12/03/12 estaremos no Portal do Jornal A Critica.
Teremos mais visibilidade, a possibilidade de aparecermos no UOL, enfim, o mundo realmente agora se abre para os meus pensamentos e visões. Só tenho a agradecer a todos os meus leitores. O desafio continua. Agora com mais responsabilidade!
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Felicidade Interna Bruta
Em contrapartida ao já conhecido PIB (Produto Interno Bruto) que é utilizado para medir o crescimento econômico de uma determinada região, surgiu na década de 70, o FIB (Felicidade Interna Bruta), criada por um pequeno reino do Himalaia – O Butão. O rei Jigme Singye Wangchuck acreditou que o melhor meio para se avaliar o desenvolvimento de um país além do econômico, seria mensurar o estado de “espiríto” de seu povo. Faz todo sentido. Como a felicidade é relativa, ninguém pode afirmar que ser feliz, é estar apenas financeiramente estável.
O estágio do bem-estar é algo que transcende qualquer nível de avaliação, e faz parte dos paradigmas de cada nação. É uma reflexão que deve ser feita entre países capitalistas e os que focam o lado espiritual, como é o caso do Butão. O FIB se baseia em quatro pilares: Economia igualitária e sustentável, preservação cultural, atenção ao meio ambiente e uma boa governança.
Desses itens derivam nove indicadores que possibilitam a avaliação mais criteriosa. São elas: Bem estar psicológico, meio ambiente, saúde, educação, cultura, padrão de vida, uso do tempo, vitalidade comunitária, e boa governança. Eis uma ótima dica para nossos políticos criarem o seu programa de governo. As secretarias e ministérios poderiam ter esses focos, e se eliminariam dezenas de departamentos sem finalidades.
Com o FIB, o objetivo passa a ser o desenvolvimento da felicidade. Pensando dessa forma, o crescimento da economia avaliado pelo PIB, se torna um meio e não o fim. Mas, o que é ser feliz? Para mim – até porque como já dito que a felicidade é relativa de pessoa para pessoa – ser feliz é trabalhar com o que se gosta, ou mais além, fazer algo que se ama de paixão. Agindo assim, o lado econômico vem como conseqüência. Essa talvez seja a essência do FIB. Muda se o foco, e por conseguinte a “causa e o efeito”. Se invertem as posições.
Foi detectada na China – um país em ascensão, mas com o povo ainda extremamente pobre – que o crescimento econômico da nação mais populosa do mundo, não transfere felicidade para o povo. Pelo contrário, está gerando insegurança, medo e instabilidade. A satisfação e a paz no estado de espírito muitas vezes estão ligadas a pequenos atos e gestos, que na batalha do dia a dia são deixadas de lado.
Que tal a partir de agora você dar atenção as seguintes dicas: Busque um novo emprego, se não estiver feliz com o atual. Libere as endorfinas ao praticar uma atividade física. Invente um título para o filme sobre a sua vida. Descubra que você é melhor em alguma coisa. Recompense a si mesmo quando alcançar uma meta. Doe as roupas que você não usa mais. Ofereça e aceite mais caronas. Enfim, faça algo diferente, respire e sorria mais. Lembre-se que a felicidade é um estado de espírito, e sofre variações ao longo do período. E o mais importante: Ela não cai do céu. Só depende dos seus atos e pensamentos. Seja Feliz e o mundo ao seu redor será melhor!
Radio Peão
Você já deve ter ouvido em sua empresa, as famosas frases: “Me disseram…”, “Eu ouvi falar…”. Esses comentários que possuem um misto de fofoca com verdade, existem em todas as organizações.
A “rádio peão” é um meio de comunicação corporativo não oficial. Não tem transmissores, não tem estúdios, nem tampouco alto-falantes, mas possui locutores e as ondas de propagação são feitas através do boca-a-boca.
Existem vários tipos de locutores. Os perfis variam desde o “fofoqueiro nato” até o “falso poderoso”. Enquanto o primeiro traz de berço a arte de fazer fofoca, seja ele verdadeiro ou falso; o outro tem noticías mais quentes e com grandes probabilidades de serem verdadeiras, pois a proximidade junto à alta cúpula, faz com que tenha ouvidos à informações privilegiadas.
Como é impossível tirar a rádio peão do ar, saiba conviver com ela e capitalizá-la para o lado positivo. Muitos gestores, estratégicamente procuram identificar o formador de opinião da base da pirâmide, e pautá-lo com informações positivas ou polêmicas. Depois ouve o retorno dos comentários.
A rádio também tem a sua sessão “amor sem fim”, pois é através dela que romances são criados, casamentos são desfeitos e novas famílias são geradas.
O melhor remédio para se amenizar as fofocas e boatos, é a empresa ser o mais transparente e próximo possível dos colaboradores. Quanto mais clara as informações e mais eficiente a comunicação, menos audiência irá ter a rádio.
Quando o boato gerado é ruim, costuma causar estragos nos ouvintes. Uns entram em crise, outros sofrem com insônias, e o maior prejudicado é a empresa que perde em produtividade.
Outra dica é identificar os líderes informais. Essas lideranças têm na maioria das vezes, muito mais persuasão do que os chefes de fato. E infelizmente, quase sempre agem de forma negativa.
A rádio peão tem também o poder de demitir pessoas antes do tempo, e de anunciar contratações antecipadas. Isso acontece porque a informação “vaza” ao longo do processo de oficialização.
A fofoca, produto maior da rádio; é extremamente prejudicial pois criam facções e “panelinhas” dentro das empresas. É fulano que não gosta de ciclano, porque beltrano que faz parte de tal turma, falou que ciclano falou mal de fulano. A rádio peão também tem o seu programa “mundo cão”. Mas, as notícias não envolvem somente pessoas. É comum também a rádio anunciar com “furo jornalístico” a compra de uma outra empresa, a transferência de sede, o lançamento de um novo produto, entre outros. Mas, nada causa mais transtornos quando se trata de informações de gente.
Dizem os especialistas, que esse “meio de comunicação” nasce da necessidade natural do ser humano de querer saber o que está acontecendo, e procurar meios para sua segurança. E como é normal o sistema de informação oficial não ser eficiente na maioria das empresas, as notícias costumam chegar ao ouvinte final totalmente distorcida, causando problemas para todos.
Empresas excelentes têm rádios com boas notícias, e para más empresas vale o contrário. Ou melhor, toda empresa tem a rádio que merece.





